Projeto 365 dias: dia 10 – almoço japa e Gênesis no MON

O almoço de hoje foi no King Temaki do Juvevê. O atum selado estava delicioso!

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Em seguida fomos ao Museu Oscar Niemeyer (Museu do Olho), ver a incrível exposição Gênesis, de Sebastião Salgado.

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Gênesis é uma exposição inédita do premiadíssimo fotógrafo Sebastião Salgado, em cartaz no Museu Oscar Niemeyer até 15 de março de 2015. Ao longo de oito anos de trabalho, Salgado viajou para 32 regiões extremas, nas quais registrou imagens de diferentes ecossistemas em cinco seções geográficas: Planeta Sul, Santuários, África, Terras do Norte, Amazônia e Pantanal.

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Para realizar o projeto fotográfico, Sebastião Salgado viajou de avião, de helicóptero, de ônibus, de barco, de balão (única forma de se aproximar de alguns animais sem assustá-los) e a pé. Fotografou paisagens incríveis que remetem aos primórdios do planeta, desertos, vulcões, selvas, montanhas, icebergs, e também os animais que habitam esses locais: elefantes africanos que fogem do contato humano, cientes dos riscos que representa; colônias de milhares de pinguins; baleias e outros gigantescos animais marinhos; jacarés; leopardos; pássaros de impressionante envergadura e outros. Também fazem parte do acervo imagens de comunidades primitivas que conservam ainda hábitos ancestrais, como a isolada tribo Zo’e, identificada pelo longo ornamento labial, que vive nas profundezas da floresta amazônica no norte do Brasil.

Nesse projeto, o inconfundível preto e branco do mineiro se afasta da denúncia da desigualdade social de projetos anteriores  – Trabalhadores e Êxodos – para prestar uma homenagem à natureza, mas também com o objetivo de alertar a humanidade sobre o risco de perder esse patrimônio intangível. A mostra, muito bem organizada pela curadora e esposa do artista, Lélia Wanick Salgado, também chama atenção para o trabalho desenvolvido pelo casal na área ambiental.

Na década de 90, os dois começaram a cuidar de uma propriedade da família no vale do Rio Doce, onde a farta vegetação de outrora, em razão do desmatamento e da erosão, foi substituída por uma terra seca em que nem pasto brotava mais. Lélia teve a ideia de recriar a floresta com espécies locais. Ao longo de 15 anos, o local foi coberto de verde e os animais retornaram. A propriedade reflorestada transformou-se em ONG, o Instituto Terra, que visa a recuperação da Mata Atlântica. Dessa experiência, nasceu também o programa Olhos D’Água, iniciativa reconhecida pela ONU que pretende, nos próximos 25 anos, proteger todas as nascentes do Rio Doce, um dos principais reservatórios de água do Brasil. “Depois de um tempo, vimos tudo começar a nascer de novo. Retornaram os pássaros, os insetos, os bichos. Começou a voltar vida para todo lado dentro da minha cabeça e, assim, veio a ideia de fotografar o Gênesis. Fui para a vida, para o que tem de mais fabuloso no planeta”, conta o artista.

Em suma, vale a pena visitar. Apenas alerto para um possível efeito colateral: a vontade de viajar pelo mundo tende a ficar ainda mais insuportável depois de ver imagens tão incríveis.

Serviço

“Genesis” – Sebastião Salgado
Data: 06 de novembro de 2014 a 15 de março de 2015
Salas: 04 e 05

Museu Oscar Niemeyer
Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico
Terça a domingo, das 10h às 18h
R$6,00 e R$3,00 (meia-entrada)
Menores de 12 anos e maiores de 60 anos tem entrada franca

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