Bom dia!

Outro dia, minha professora de Yoga falava sobre mantras: mesmo que não saibamos o que querem dizer as palavras em sânscrito, entoá-las gera efeitos positivos. Quando conhecemos e refletimos sobre o significado, porém, os resultados são muito mais intensos.

Hoje, caminhando para o escritório como faço todas as manhãs, ocorreu-me que é assim também com outras coisas que dizemos por hábito, como um gesto mecânico ao qual não damos atenção. Como a expressão “bom dia”. Apenas dizê-la já tem seu efeito sobre quem diz e sobre quem ouve. É sinal, no mínimo, de cortesia. Mas é possível fazer mais que apenas pronunciar as palavras. Pensando nisso, ao me dirigir a cada uma das pessoas que costumo cumprimentar no meu caminho, experimentei empregar significado à saudação.

Começando pelo porteiro do meu prédio, passando pelo gari, até chegar à secretária do escritório, eles talvez não tenham notado diferença, mas eu não apenas lhes disse “bom dia”. Desejei de verdade que fosse bom para eles – para nós – o dia que começava. Já ao taxista que me lança olhares lascivos, o “bom dia” teve significado diferente. Desacompanhado de sorriso e pronunciado em tom seco e repreensivo, esse serviu para dizer: não me olhe como se eu fosse coisa, pois sou gente. Ele notou a diferença e respondeu baixinho, acabrunhado, quiçá arrependido.

Palavra é manifestação verbal de um pensamento. Quanta coisa cabe dentro de um “bom dia”!

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