Sobre o dia das mães 

Filhote,
No dia das mães do ano passado, você ainda estava na minha barriga. Eu já amava você, mas não tinha noção do que era ser mãe de verdade – porque essa é uma noção que só se adquire na prática. Era um tempo em que as pessoas faziam todas as minhas vontades. Hoje algumas delas sequer me cumprimentam, interessadas exclusivamente em você, como se eu nem precisasse mais existir agora que já trouxe você ao mundo. E olha que existem outras mães que são muito mais invisibilizadas que eu.
Mas tudo bem, não estou carente de reconhecimento. Nós sabemos bem a mãe que sou para você. Todos os dias vejo em você os frutos da minha dedicação integral. Ser mãe é o trabalho mais intenso que já tive na vida, sem direito a férias, folga, final de semana, licença por doença. Nunca imaginei que seria capaz de trabalhar ao longo da madrugada e levantar de manhã para trabalhar mais. Eu não pensava que isso fosse possível. Um dos meus maiores temores sobre a maternidade era esse: não dar conta do cansaço, porque sempre amei dormir muito. E olha eu aqui, vivinha.
Hoje mesmo eu levantei depois de uma noite mal dormida, e em outros tempos isso seria motivo para mau humor. Mas a primeira das suas gracinhas me derrete, um sorriso seu renova minha energia e minha paciência. Tivemos um dia lindo, com seu papai, sua vovó Maria e seu tio Gabriel. Você andou comigo de jardineira puxada por um trator, de chalana e de carroça. Viu ovelha, galinha, ganso, avestruz e cavalo. Brincou, passeou e riu muito. Encontramos pessoas queridas. Eu amei o nosso dia. E amei presentear sua vovó (sabia que ela é minha mamãe?) com a sua presença e alegria.
Foi um dia feliz, que deixará boas lembranças. E foi também um dia de pensar e refletir muito sobre a maternidade. Pensar sobre como, mesmo com todos os meus privilégios (de classe, cor, de possuir uma rede de apoio, de ter o seu pai ao nosso lado e de contar com ele de verdade para tudo), a maternidade nem sempre é fácil, apesar de linda. 
Pensar sobre como seu pai é chamado de paizão se simplesmente dá uma volta com você no colo, enquanto eu dedico minha vida integralmente a você e não sou reconhecida. Abri mão da carreira, vejo oportunidades importantes irem embora porque fiz uma escolha (e não me arrependo) de cuidar pessoalmente de você nesses seus primeiros anos. Trato você com todo amor e respeito, cuido da nossa alimentação (da minha para poder amamentar você), vigio seus passinhos, cada dia vou além do que eu mesma imaginava ser capaz. E posso contar nos dedos as pessoas que reconhecem isso sem achar que é só minha obrigação. Fora as pessoas que leem isso e vêm dizer “mas meu marido é um paizão sim” e eu só posso entender que lhes falta a capacidade de interpretação de texto.
Hoje, em pleno dia das mães, em situações diversas eu escutei mães serem julgadas. Uma pessoa falava da “mãe louca” que levou o bebê para trilhar com ela o Caminho de Santiago de Compostela. Que também seria condenada se deixasse o bebê em casa para ir. Parece que mulheres que se tornaram mães são obrigadas a abdicar de sonhos e projetos, já que não podem levá-los adiante com ou sem os filhos. Mas um pai seria julgado na mesma intensidade se deixasse o bebê em casa para fazer o caminho de Santiago? E se o levasse junto, não seria um paizão? 
Depois ouvi sobre uma mulher que abandonou os filhos com o pai para viver com outro homem. O pobre pai teve que deixar os filhos num lar para crianças, pois como iria cuidar de crianças tendo que trabalhar? Ora, todos os dias incontáveis crianças são abandonadas pelos pais com suas mães, e estas precisam trabalhar para sustentá-los, e nem por isso os deixam em lares para crianças. Mas a mãe TEM QUE dar conta, afinal ela é uma mulher. 
Sabe, filho, ser mãe é a melhor coisa da minha vida, mas tem dias que eu só queria ser um pai. E dormir como um pai.
Meu amor, sou muito feliz por ser sua mãe, não troco por nada no mundo a realização que essa missão tem me proporcionado. Sou grata por você ter me escolhido, e agradeço também pela oportunidade de crescer e aprender com você a cada dia. De ser uma pessoa melhor para lhe servir de exemplo. 
E ainda assim desejo que a maternidade possa ser mais leve para todas as mães. Que a maternidade não precise ser a imposição de renúncias e sacrifícios além dos necessários. Que em vez do julgamento, possamos um dia receber de presente mais empatia, reconhecimento, respeito e apoio. De minha parte, farei tudo que puder para ensinar você a oferecer esse presente a todas as mães que conhecer ao longo de sua vida. 
Agora eu vou deitar, já que você dormiu há duas horas (depois de muito mamá e embalo), e desde então eu: tirei do freezer o peixe que vou preparar amanhã, coloquei o feijão de molho, resolvi alguns preparativos para sua festa de aniversário semana que vem, comi uma coisinha, e vim aqui escrever esse texto. Daqui a pouco você já me chama querendo mamar e eu nem dormi ainda. Preciso registrar essas coisas e contar para você um dia, para você ser do time que sabe valorizar o trabalho de uma mãe.
Amo você!
Mamãe

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11 meses

E ontem chegou seu décimo primeiro mesversário, meu amor! Daqui a um mês você terá um ano. Essas semanas têm sido muito intensas. Tenho me sentido nostálgica, emotiva, lembrando de tudo que passamos juntos desde que você chegou à minha vida. 
Superamos tantas dificuldades, filho! E isso nos fez mais fortes. A sua energia me recarrega, sua pureza me faz ter fé na vida, mesmo quando as pessoas ao nosso redor nos dão motivos para duvidar de que nossos esforços valem a pena. 
Esse mês, além de repleto de emoções, foi também bastante cansativo. Suas sonecas diurnas estão bem bagunçadas (alguns dias sequer têm sonecas). E à noite você acorda 863 vezes, com exceção de um dia ou outro de descanso que você me deu de presente e eu quase soltei fogos de artifício para comemorar pela manhã. 
Também fiquei exausta perseguindo você pela casa para livrá-lo de perigos que eu não havia previsto ainda. Você está grande o bastante para alcançar objetos que eu achava que ia demorar para descobrir. Nenhuma gaveta escapa (mesmo as mais duras de abrir), e as portas de armário que até uma semana antes você não alcançava agora também já não ficam mais fechadas.
No começo do mês você começou a andar, arriscar um passinho, dois. E aí sentava, voltava a engatinhar. De repente, parou de tentar andar, e eu achei que você estivesse com medo.
Mas não era isso, não: você estava era concentrando suas habilidades para falar algumas palavrinhas. Nanana (banana), tatata (batata), gata, neném (pra se referir a si mesmo), mamam (pra se referir à mamãe), mamá (por motivos óbvios), nanã (não, não), papá, dandá. Aprendeu a fazer não com a cabeça, dizer nham-nham pra avisar que quer alguma coisa e fazer hummmm pra comida gostosa. 
Aí você voltou a se concentrar em andar. Voltou a dar um passinho. Dois. Três. E um dia, na aula de música, ficou tão encantado com um instrumento de percussão (djembe) colocado à sua frente que saiu andando em direção a ele para poder tocar. 
Esse mês teve vários encontros com seus amiguinhos e as mamães lindas deles (pessoas responsáveis por manter minha sanidade em momentos difíceis). Teve encontro com outras amigas da mamãe, com a família, teve festas de aniversário. Teve o seu primeiro temazcal fora da barriga da mamãe. Teve a primeira Páscoa da sua vida, e você ganhou uma cesta de coelhinho feita pela vovó Maria, que a recheou de guloseimas saudáveis e sem açúcar feitas especialmente pra você. 
Você continua um grande dançarino, dança, bate palminhas e cantarola suas músicas preferidas. A aula de música é pura animação! E você adora conhecer instrumentos novos: ficou hipnotizado pela flauta transversal, amou finalmente poder tocar o teclado (fica a aula toda prestando atenção ao tio Thiago enquanto ele toca), adora o caxixi e tudo que é de percussão.
A natação é outro momento de alegria das nossas semanas. Agora você bate os bracinhos e mergulha todo faceiro. Seu papai e eu alternamos as aulas porque é tão gostoso que nós dois queremos entrar com você.
Aprendeu a encaixar as pecinhas mais difíceis dos joguinhos. E brinca de fazer papá, mexendo com a colher dentro dos baldinhos e depois oferecendo para a mamãe a comidinha imaginária, dizendo baixinho “papá”. Criança vê, criança faz! ❤️ 
E é por isso que sei que estou acertando com você, pois vejo o quanto você é carinhoso, abraça, faz carinho, não pode ver um gato, cachorro, neném, bicho de pelúcia que já quer abraçar. Porque amor é a forma de comunicação que você conhece em casa.
Meu anjinho, mais uma vez eu agradeço por você existir, por ser a luz da minha vida, por ter me escolhido pra ser sua mamãe. Amo você mais do que tudo! 
Editando pra não esquecer: nesse mês nasceram mais dois dentes, agora são 8 e um apontando.
#mesversário #onzemeses #IvanLindo #IvanCaminhante

*Esse texto foi originalmente publicado no meu perfil pessoal no facebook em 22/04/2017 e está vindo para cá bem atrasadinho. 😁

10 meses

Dez meses de você na nossa vida, meu amor! Dá pra acreditar? Quanta alegria, quanto amor, quanto aprendizado! Quanto tenho crescido com – e por – você!
A cada dia tenho abraçado essa oportunidade incrível de me educar para ser uma mãe melhor. Você me ensina muito, filho. 
Continua aventureiro, descobrindo novas possibilidades a cada segundo. As pessoas me perguntam se eu não trabalho, e o engraçado é que eu nunca antes trabalhei tanto na vida! O trabalho de cuidar de você não me permite distrações, não tem pausa para o cafezinho, horário de almoço, não tenho nem a chance de ir ao banheiro sem plateia! Eu amo cada segundo ao seu lado, mas isso não quer dizer que seja moleza. Seu papai de vez em quando tem uma palhinha: no final de semana, quando divide comigo a função de cuidar de você o dia todo, ele percebe o quanto sua energia é infinita.
As coisas não estão ficando mais fáceis agora que você está arriscando seus passinhos sem apoio. Mas não estou reclamando, não. Cada conquista sua é uma alegria enorme. 
Cada vez que você faz uma coisinha fofa eu me derreto, como repetir o som de uma palavra que eu disse, fechar a torneira quando eu peço, envolver meu pescoço entre os braços quando eu peço um abracinho. Quando esmaga a gata e faz carinho nos amiguinhos, quando abre um sorriso enorme e dispara em direção à porta ao ouvir o papai chegar. Quando toca os instrumentos musicais em casa ou na aulinha de musicalização. Quando mergulha e faz festa na piscina. Quando faz questão de dividir comigo seu alimento. Quando arranja qualquer fio disponível para chacoalhar diante da Sam para brincar com ela. Quando canta junto comigo as musiquinhas de que mais gosta. Quando explora o funcionamento das coisas. Quando continua encontrando em meu seio o alimento, o aconchego e a segurança de que precisa. 
É claro que nem só de coisas fofas é que se vive: não está fácil lidar com você rasgando e comendo meus livros, se enfiando em cantinhos inapropriados dos quais muitas vezes não consegue sair, usando o movimento de pinça para catar qualquer porcaria do chão para comer, escalando a estante e outros móveis, alcançando objetos colocados em cima da mesa para você não pegar, tirando a fralda e fugindo pelado para fazer xixi no chão do quarto, quase arrancando meu nariz se eu não fizer logo “BI-BI” quando você o aperta (brincadeira ótima que eu fui inventar), me mordendo com seus sete dentes já bem crescidinhos.
Mas, sim, tudo vale a pena! A gente vê o chão da sala coberto de brinquedos e livros espalhados, e não troca essa bagunça por nada! 
Nesse mesversário a mamãe não conseguiu fazer um bolinho baby friendly porque passamos o dia todo fora. E foi uma delícia celebrar seu décimo mês na companhia dos seus amiguinhos e de pessoas que amamos. Mas a nossa festinha em família nunca falta. Amamos você mais do que tudo, filhote! 

(Esse texto foi originalmente publicado por Oksana Guerra em seu perfil pessoal no Facebook em 21/03/2017)

Redescobrir o mundo por outros olhos

Ter um bebê é se surpreender todos os dias. Você pode conhecer mil crianças, ler a respeito, ouvir com atenção e interesse legítimo os relatos de amigas mães, mas nada se compara à sensação de alegria e assombro de acompanhar diariamente um ser tão pequeno, que ainda ontem acabava de nascer, descobrindo o mundo e suas possibilidades de uma forma tão rica e intensa.

De um dia para o outro, você já não consegue mais esconder alguma coisa embaixo de uma almofada e fazer o bebê acreditar que aquele objeto proibido simplesmente desapareceu: ele vai passar por cima de você e erguer a almofada. A trava do armário, que você imaginava que ele ia levar alguns meses para descobrir como abrir, é desvendada na segunda tentativa. Nenhuma tomada ou fio da casa escapa de sua visão. 

Aprende a rolar, virar, desvirar, se arrastar, sentar, ficar de pé, engatinhar, subir e descer das coisas, escalar móveis, se soltar e ficar de joelhos ou sentar novamente, abrir e fechar portas e gavetas, vocalizar muitos sons diferentes, encaixar peças, comer, atirar objetos, demonstrar carinho, alegria, entusiasmo, frustração, raiva, tristeza, dor, pedir comida, pedir colo, andar com apoio (e logo sem), leva vários tombos até que aprende a não cair ou a cair do jeito certo. Compreende os conceitos de dentro e fora, atrás e na frente, em cima e embaixo. Quanta plasticidade nesse cérebro! É aprendizado demais em tão pouco tempo!

No quarto do Ivan temos um globo terrestre que acende ao ligar na tomada. Desde bem pequenininho ele adora ficar girando o globo, mas hoje pedi ao André que o guardasse, porque o Ivan tem gostado de mastigar o cabo elétrico e isso obviamente não me parece seguro. Quando o Ivan olhou para o local onde costumava ficar o globo e viu que não estava mais ali, começou a chorar. André e eu nos olhamos sem entender, e sem acreditar que o bebê pudesse estar percebendo a ausência do objeto. Ivan percorreu o ambiente com os olhos e encontrou o globo guardado no alto do seu guarda-roupas. Olhava para o globo e depois para mim fazendo beicinho, claramente me pedindo para pegar para ele. Eu disse que não podia, e ele começou a olhar em volta e tentar escalar nos móveis próximos, sempre olhando para o objeto almejado.

Mesmo sendo apaixonada por bebês, eu nunca antes imaginaria que eles fossem tão espertos! Fico chocada (e apaixonada) ao ver o quanto eles entendem o que dizemos e o que acontece. A compreensão deles é muito mais avançada do que a maior parte das pessoas imagina. 

O cansaço é enorme – li outro dia que as mães de bebês vivem num estado de hipervigilância que se compara ao dos soldados na guerra, e nem mesmo dormindo seus cérebros descansam de verdade – mas a recompensa também é.

Esse texto é de autoria de Oksana Guerra e foi originalmente publicado em seu perfil pessoal no Facebook em 08/01/2017. É proibida a reprodução parcial ou total desse texto sem a autorização da autora.

Cada dia, uma surpresa

Observando não apenas o meu, mas também os bebês das minhas amigas, fico cada dia mais impressionada em ver como eles são esponjinhas absorvendo conhecimento o tempo todo. A gente tenta ensinar alguma coisa e na hora eles muitas vezes parecem não ter entendido nada. Até que, em algum momento, eles nos surpreendem executando a lição como se tivessem ficado ensaiando escondido.

Foi assim com as palminhas. Ninguém havia batido palmas na frente do Ivan naquele dia, e ele simplesmente começou a manifestar alegria daquela maneira. Ou ontem quando eu disse “dá tchau pra vovó” e ele acenou para ela com a mãozinha, eu mal acreditei. E quando eu disse outro dia “dá um abracinho na mamãe” e ele abriu os bracinhos e encostou a cabeça no meu peito. Hoje o vi tentando fazer rodopiar no chão a tampa de um baldinho dele, do jeito que o papai sempre faz pra ele. Agora há pouco, estávamos na cama, eu tentando fazê-lo dormir e ele cheio de energia brincando. Pedi a ele “faz carinho na mamãe”, e ele, que estava me dando tapinhas, parou e começou a me alisar com a mãozinha. Que fase mais deliciosa essa depois dos 6 meses! Cada dia fica melhor, cada mês, mais descobertas.

É muito evidente que precisamos estar sempre atentos às nossas palavras, gestos, ações, porque eles estão sempre observando e, ainda que não pareça, registrando tudo em seus cerebrinhos. Em algum momento esse conhecimento vem à tona.

Fico pensando que é como se eu fizesse aulas de alemão e nunca abrisse a boca, nem anotasse nada, não respondesse sequer ao Guten Morgen do professor. E um dia desatasse a falar fluentemente.

Esse texto é de autoria de Oksana Guerra e foi originalmente publicado em seu perfil pessoal no Facebook em 16/01/2017. É proibida a reprodução parcial ou total desse texto sem a autorização prévia da autora.

Receitinha: couscous marroquino

Quem aí curte um couscouzinho? Sem sacanagem! Essa receita é tão ridiculamente fácil que deveria ser chamada de truque, e não de receita.

Hoje eu tinha um restinho de um peixe que fiz no final-de-semana e precisava só de um acompanhamento. Tinha couscous marroquino, cebola, vagem e salsão em casa. Passei no mercado e comprei um potinho com um mix de castanhas, nozes, amêndoas e passas, e um vidro de azeitonas. Veja lá:

Ingredientes:

  • Couscous marroquino
  • Cebola
  • Castanhas-do-pará, nozes, amêndoas, passas, castanha-de-caju
  • Azeite
  • Sal, pimenta, cheiro verde

Fatiei e dourei uma cebola, acrescentei azeitonas, o mix de castanhas, um talo de salsão e vagem picadinhos. Isso nem está na lista de ingredientes e na verdade você pode colocar quase qualquer coisa que tiver na sua geladeira. 🙂 Mas se tiver vagem orgânica colhida na horta da sua mãe, como eu tinha aqui, melhor ainda. 😀

Enquanto isso, fervi a água. Coloquei o couscous num prato fundo e despejei sobre ele a quantidade de água fervente indicada na caixa (mais ou menos uma xícara de água para uma xícara de couscous). Acrescentei sal a gosto e deixei coberto por uns 5 minutos. De vez em quando, mexo com um garfo para ficar soltinho. Depois de hidratado, misturei o couscous à cebola refogada e o restante da misturinha. Corrigi o sal, acrescentei pimenta moída na hora, azeite de oliva e cebolinha.

Pronto. Foram menos de 10 minutinhos para ter um acompanhamento delicioso para o meu almoço. E no jantar ficou mais gostoso ainda!

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Projeto 365 dias

Mais um ano começa. 2014 foi um bom ano para mim, como são todos os anos da minha vida – cada um melhor do que o anterior. Fiz minha retrospectiva e gostei dos resultados que alcancei. Mas ele já é ano passado, e prefiro falar sobre o presente. E o futuro.

Para ser honesta, vou falar ainda uma vez sobre o passado, para lembrar do desafio 100 dias felizes, que me tirou da zona de conforto e me fez buscar novas experiências, conhecer pessoas e lugares diferentes. E, no final, fiquei com aquela agradável sensação de vitória.

Desafios funcionam melhor para mim do que metas. Especialmente se eu for desafiada por outra pessoa, ou se tornar público meu desafio. Fica mais chato desistir no meio do caminho quando tenho pessoas torcendo por mim.

Pensando no sucesso dos 100 dias felizes e sobre a importância de fazer coisas diferentes para que a vida não passe sem a gente perceber, decidi em 2015 me propor um desafio mais audacioso: começo hoje o Projeto 365. Todos os dias, vou postar uma foto de um momento especial.

Nem todos os dias têm momentos especiais? Claro que têm, basta querer. Levar o desafio a sério é a garantia de que uma segunda-feira chuvosa ganhe um motivo para ser lembrada no futuro, em vez de ser apenas mais um dia de envelhecimento.

É preciso buscar e trabalhar pelas grandes conquistas, sem deixar de valorizar pequenas joias da vida. Quantos instantes de genuína alegria são esquecidos porque deixamos de registrá-los? Claro que a ideia não é parar no meio da diversão para produzir séries de selfies milimetricamente arquitetadas. Mas um breve registro não vai matar o momento de alegria de ninguém, e garantirá que ele seja lembrado por muito tempo. Não dá pra confiar só na memória.

É claro que o Projeto não precisa começar no primeiro dia do ano. Se você se animar, pode iniciar quando quiser, e o projeto termina no mesmo dia do ano seguinte.

Para o primeiro dia, vão aí dois momentos especiais: a festa da virada do ano, na casa de amigos, e a pizza feita em casa para o jantar. Sim, a festa começou no ano passado, mas após a meia-noite a diversão seguiu por mais 4 horas. Não tem jeito melhor de celebrar a chegada de um novo ano do que assim: ao lado de pessoas amadas!

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E já que está tudo fechado na cidade nesse feriado, para matar a vontade de comer uma pizza – a comida que abraça –  jeito foi literalmente botar a mão na massa. Valeu a pena! Teve até pizza doce para a sobremesa.

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Mesmo que você não se empolgue para o Projeto 365 dias, aceite ao menos esse desafio: faça o melhor que puder com cada dia de 2015. Não espere que o acaso traga coisas boas, faça-as você mesmo. 🙂

Hospedagem em Orlando

Fazer escolhas nem sempre é fácil, né? Mais difícil ainda é decidir entre opções que ainda não conhecemos pessoalmente. Quando comecei a pesquisar sobre hospedagem em Orlando li relatos diversos de viajantes, muitos ressaltando as vantagens de ficar num dos hotéis do complexo da Disney (ou ainda da Universal), outros dizendo que preferem outros hotéis. Pouca gente fala da opção de alugar uma casa.

Há também várias pessoas que optam por passar alguns dias num hotel da Disney, dedicando esses dias com exclusividade aos parques da Disney (óbvio), e se mudam para outro hotel depois desse período para explorar o restante das atrações. Os hotéis da Disney são um pouco mais caros que os demais, mas a diferença compensa se você não alugar um carro enquanto se hospedar nele. A opção de combinar duas hospedagens em Orlando, para quem tem uma dificuldade enorme em fazer escolhas, pareceu a mais acertada. Reservamos 4 diárias no Disney All-Star Sports, e alugamos uma casa para o restante do tempo em Orlando.

Eu gostaria de poder fazer uma análise neutra das duas hospedagens para você poder escolher a melhor de acordo com sua própria preferência, mas não será possível. Minha escolha (sim, finalmente consegui fazer uma escolha), depois da experiência que vivemos, é clara: alugar uma casa é mais ou menos 5 milhões de vezes melhor.

Poucos dias antes da viagem (tarde demais para cancelar) soubemos de brasileiros que tiveram seu quarto revirado e todas as compras furtadas justamente no All-Star Sports. Em razão disso, a fim de nos precaver, desistimos de fazer compras pela internet para entregar no hotel e adotamos mais algumas medidas de segurança durante a estadia: livramo-nos de sacolas e embalagens bem longe do hotel, deixamos todas as coisas fechadas dentro das malas (com cadeados) e dispensamos o serviço de quarto deixando a plaquinha de “não perturbe” na porta todos os dias.

O hotel em si é BEM simples. O quarto era tão tristonho que não me animei nem a tirar fotos… Duas camas de casal (tamanho padrão, e não queen), piso com carpete, móveis e decoração antiga. É tudo com o tema Disney, claro, mas com cara de comprado na Casa China. A cama, apesar de pequena para um casal, era confortável, e o chuveiro é bom. As toalhas são ridiculamente pequenas, além de velhas e puídas. As paredes entre os quartos são do tipo drywall. Você escuta TUDO que acontece nos quartos vizinhos. Ao lado do nosso havia um bebê que gritava a noite toda. Para completar, meu marido viu uma barata no nosso quarto. A foto abaixo é do TripAdvisor. Nosso quarto era idêntico a esse:

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A foto não é minha, peguei no TripAdvisor. Nosso quarto era idêntico a esse.

O café-da-manhã não está incluso na diária. Na food court (praça de alimentação), você escolhe o que quer comer e compra item por item. Exemplo: um bagel, um potinho (porção) de cream cheese, um iogurte, uma granola. Tem também ovo mexido, bacon, linguiça, aquelas coisas bem leves e saudáveis para começar bem o dia (not). E é tudo caro. Tem uma grande piscina, que não chegamos a usar, já que passamos os dias inteiros nos parques.

No quesito segurança, o hotel também deixa a desejar. Como muitos hotéis nos EUA, esse também é formado por múltiplos prédios. Não é preciso passar pela recepção para acessá-los. Poucos funcionários são vistos circulando o hotel, então é bem fácil alguém de fora entrar lá e até arrombar algum dos apartamentos.

É tudo ruim? Claro que não, vamos às vantagens:

– O fast pass, que permite que você escolha até 3 atrações nos parques da Disney com antecedência, não precisando enfrentar fila quando chegar lá, pode ser reservado pela internet com 30 dias de antecedência. Quem fez reserva num dos hotéis da Disney, a reserva do fast pass pode ser feita com 60 dias de antecedência, o que significa que há chances maiores de pegar os melhores horários.

– Os hotéis da Disney oferecem transporte gratuito para os hóspedes para todos os parques do complexo, e também para Downtown Disney (um centro de restaurantes, compras e entretenimento). São ônibus confortáveis, com ar condicionado, disponíveis o dia todo, que deixam você na porta do parque. Além disso, por não estar de carro, você economiza os US$ 20 diários no estacionamento dos parques.

– Quem está hospedado nos hotéis da Disney tem direito a aproveitar as extra magical hours: em determinados dias (é preciso consultar o calendário do parque na época que você for), os parques podem abrir uma hora mais cedo ou fechar uma ou duas horas mais tarde. Na prática, nós não aproveitamos as extra magical hours nenhum dia. Não conseguimos acordar tão cedo para tomar café e chegar ao parque antes do horário de abertura, e no final do dia estávamos exaustos demais para ficar mais duas horas.

– O estacionamento do hotel é gratuito. Nós só usamos na primeira noite, pois, como disse, optamos por ficar sem carro no período em que nos hospedamos no All-Star Sports. Fomos de Miami a Orlando de carro e o devolvemos na manhã seguinte no Disney Car-Care da Álamo. De lá para o parque (no dia fomos para o Magic Kingdom) usamos um shutter que a própria Álamo oferece.

Vale frisar que o complexo Disney oferece hotéis de diferentes categorias, e esse que ficamos faz parte da Econômica. As diárias custam US$85 (esse preço não inclui os impostos e taxas). Veja a seguir as tarifas atuais conforme a categoria (do site da Disney em 08/12/2014):

Aproveitamos o período hospedados nesse hotel para conhecermos, nessa ordem: o Magic Kingdom, o Disney’s Hollywood Studios, o Epcot e o Animal Kingdom. No último dia, pegamos um táxi para o Disney Car-Care (a Álamo oferece um shuttle que busca o cliente no hotel, mas o horário seria ruim para nós). Pagamos algo em torno de US$ 12. Já fomos para o Animal Kingdom com o carro que alugamos. Escolhemos um que comportava toda nossa bagagem no porta-malas, então não precisamos deixar nada nos bancos.

Depois do parque seguimos para o que foi nosso lar no restante da estadia em Orlando. E isso sim se parece com um lar:

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Alugamos essa casa pelo site VRBO. Com 3 quartos, dois banheiros com ducha e banheira, um lavabo, ela comporta até 8 hóspedes. A cozinha é 100% equipada (eletros, louça, talheres, panelas…), tem máquina de lavar e secar roupa, armários em todos os quartos, TV na sala e em dois dos quartos. Inclui roupa de cama e banho, cobertores, travesseiros. Está localizada num condomínio fechado com estacionamento, lago, parquinho, quadra de esportes e piscina (que nem chegamos a ver). O acesso tanto ao portão do condomínio quando à porta da casa é por código. Vários pássaros e esquilos nas árvores em volta da casa completam o ar bucólico. Os parques da Disney ficam a 4 milhas. Mais perto tem outlets, restaurantes, farmácias, tudo que precisamos.

Algumas fotos da casa:

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Faceira com nosso Cadillac em frente à casa em Kissimmee, Orlando
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Sala de jantar e sala de estar ao fundo. O janelão tem vista para o lago.
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A cozinha com fogão, forno elétrico e micro-ondas, geladeira e freezer, máquina de lavar louça, pia com triturador, torradeira, além de louças, talheres, panelas.

 

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O lago visto da nossa casa.

O valor da diária varia conforme a época, mas mesmo na época mais cara custa menos que o hotel econômico da Disney, já incluídos os impostos e taxa de limpeza. Comprávamos comida na Walgreens ou na CVS (farmácias que vendem tudo que se pode imaginar) e preparávamos nosso café da manhã e lanches para levar para os parques em casa mesmo. A única coisa que a casa deixa a desejar é que quando você chega não tem um detergente para lavar a louça, sabão para a roupa, shampoo, nada disso. Mas havia detergente para lavar a louça na máquina. O sabão compramos na primeira oportunidade, e lavamos toda a roupa que precisávamos antes de voltar para Miami.

Gostaríamos de ter levado a família toda para aproveitar essa casona com a gente! Quem sabe na próxima?

É claro que existem opções muito mais baratas. Escolhemos essa por estar numa faixa de preço dentro do nosso orçamento e oferecer o conforto que queríamos, além de estar bem localizada. Pagamos tudo com antecedência. Os proprietários pedem um depósito de caução, que devolvem alguns dias depois, desde que nada tenha sido quebrado na casa.

Depois de experimentar esses dois modelos de hospedagem por preços bem similares, temos certeza: hotel nunca mais.

Programação cultural da semana – Curitiba – 30 de junho a 06 de julho

Fifa Fan Fest na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba
Fifa Fan Fest na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba

A fim de fazer coisas diferentes essa semana? Fique ligado no que está rolando na cidade! Como sempre, várias atrações são na faixa!

CINEMA

Para os apaixonados pela sétima arte, há várias atrações além do circuito comercial dos cinemas. Essa semana se encerra  a Mostra Do Prelo ao Pixel, que vai até 05 de julho, das 14h30 às 18h30, no Centro de Arte Digital – MuMA / Portão Cultural. A entrada é franca.

O Cine Guarani – Portão Cultural apresenta o Programa Cultura e Religiosidade Popular, um programa composto por quatro curtas-metragens de Geraldo Sarno e Eduardo Escorel. Vai até 30/07/2014, de terça a domingo, às 17h30, e a entrada  também é na faixa.

Para as crianças, também no Cine Guarani – Portão Cultural, ocorre a Exibição do programa ANIMAÇÕES INFANTIS, até 09/07/2014, de terça a domingo, 16h00. Entrada franca.

DANÇA

A semana toda vai ser recheada de opções para quem é fã de folclore internacional. No Guairão, vai ter Folclore Ucraniano Barvinok no dia 1º de julho; Folclore Centro Espanhol do Paraná no dia 2 de julhoJunak Folclore Polonês, no dia 3 de julhoOriginal Einighkeit Tanzgruppe – Isola Del Sole; no dia 4 de julho, e apresentação do Centro de Tradições Brasileiras Santa Mônica – Grego Neoléa no dia 5 de julho. As apresentações de folclore acontecem sempre às 20h30 e o preço único é R$ 25,00.

No Teatro Cleon Jacques, a dica é o espetáculo So you “really” think you can dance, até o dia 06 de julho, quartas e sextas às 9h30 e 14h30, terças, quintas e sábados às 20h, domingos às 19h. A entrada é franca.

 

EXPOSIÇÕES

Se você ainda não foi ver a exposição A Magia de Miró, na Caixa Cultural, não sabe o que está perdendo. A exposição vai até 20 de julho de 2014 (terça-feira a domingo), e a entrada é franca.

Também  até 20 de julho vai a exposição Encantos de España, na Casa de Leitura Miguel de Cervantes, na Praça de Espanha, com a participação de artistas brasileiros e espanhóis.

Confira também a programação do MON (Museu Oscar Niemeyer) (ingressos R$ 6,00 e R$ 3,00) e do MAC (Museu de Arte Contemporânea do Paraná) (entrada franca).

FESTIVAIS

No clima da Copa, o Mercado Municipal de Curitiba promove o Festival de Aromas e Sabores, que vai até 13 de julho. Veja aqui a programação completa.

E por falar em Copa, essa semana essas são as atrações da FIFA Fan Fest em Curitiba:

1º de julho
11h30 – Grupo Ucraniano Poltava
15h05 – Fran Tenório
19h05 – Charme Chulo

04 de julho
11h30 – Hillbilly Rawhide
15h05 – Relespública
19h05 – Musik

05 de julho
11h30 – Audac
15h05 – Lou Dog
19h05 – Erasmo Carlos

Para entrar na Fan Fest é preciso retirar pulseiras no Centro de Criatividade do Parque São Lourenço, das 9 às 19 horas ou até acabar o estoque.

 

 

LITERATURA

Nem a literatura escapa do futebol durante a Copa do Mundo. A Casa da Leitura Osman Lins realiza até 11 de julho a Copa Literária, uma exposição de livros de autores dos 32 países que participarão da Copa do Mundo no Brasil, além de curiosidades sobre seus hinos. De segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h30. Entrada franca.

MÚSICA

Quem disse que curitibano não tem samba no pé? Toda segunda-feira, no TUC (Teatro Universitário de Curitiba), rola o Samba do Compositor Paranaense, das 19h30 às 22h. A entrada é franca, só chegar.

Pra quem prefere os clássicos, tem Concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná no dia 6 de julho, às 10h30, no Guairão. O preço único é R$20,00.

TEATRO

Ainda dá tempo de ver alguns espetáculos da Mostra Novos Repertórios, no Teatro Novelas Curitibanas, todos com entrada franca:

  • 01 e 02 de julho – Peça “Com Amor”, Teatro de Breque;
  • 02 de julho, às 16h – Mesa Redonda “Cinema como ferramenta da construção cênica”, Mediação de Nina Rosa Sá;
  • 08 e 09 de julho – Peça “Circo Negro”, pela CiaSenhas de Teatro;
  • 09 de julho, às 16h – Mesa Redonda “Dramaturgia fragmentada na construção da cena”, Mediação de Sueli Araujo.

Também no Novelas Curitibanas e também na faixa, você pode ver ainda a peça Um carvalho, até 20 de julho, às 20h.

A BALADA DO CÁRCERE DE READING, peça teatral baseada em texto de Oscar Wilde, fica em cartaz até 12 de julho, às 21h e 19h (domingos), no Teatro José Maria Santos. Preço único: R$ 40,00. No mesmo teatro você vê TEMPO DE SE CUIDAR, no dia 6 de julho, às 11h, por R$ 5,00.

Já no Miniauditório do Guaíra, por R$30,00, você pode ver Amor com humor se paga, de 3 a 13 de julho (quintas e sextas às 21h, sábados às 18h e 21h, domingos às 17h e 20h).

 

Gostou? Se você for a uma das atrações que viu aqui, conte pra gente! Se compartilhar em alguma rede social, marque o #tokaoki!

 

Porque gostamos de ouvir músicas tristes quando estamos tristes?

9 em cada 10 músicas da Adele foram feitas para fazer você chorar.
9 em cada 10 músicas da Adele foram feitas para fazer você chorar.

Hoje é sexta-feira, véspera de jogo do Brasil na Copa do Mundo, o sol brilhou num dia de inverno curitibano, enfim, há muitas razões para estar alegre. Mesmo assim, acordei tristinha. Então resgatei esse meu texto antigo para contar sobre o meu remédio para momentos assim. Se você (assim como eu), quando está triste, tem o hábito de ouvir músicas mais melancólicas ainda, tranquilize-se: você não é necessariamente masoquista.

Estudos realizados no Canadá e no Japão demonstraram que músicas tristes têm a capacidade de deixar o ouvinte feliz! De acordo com o neurocientista Robert Zatorre, da Universidade de McGill (Canadá), ouvir músicas emocionalmente intensas libera dopamina, o neurotransmissor que promove a sensação de prazer, no cérebro. Conforme as reações dos voluntários no estudo, quanto mais emocionante era a música, mais dopamina era liberada.

O psicólogo britânico John Sloboda afirma ainda que as canções tristes costumam contar com um elemento musical característico chamado de apogiatura — um tipo de nota musical que cria um som dissonante e gera tensão no ouvinte. Quando a apogiatura passa e as notas voltam à melodia familiar, a sensação é boa. Quanto mais apogiaturas uma música tem, maior é o ciclo de tensão e alívio que ela cria, e a emoção ao ouvi-la é ainda mais forte.

Por fim, um estudo com 44 voluntários no Japão concluiu que “os ouvintes se sentiram menos tristes, meditativos e melancólicos e mais fascinados, alegres, animados e inclinados a dançar quando escutavam música triste em comparação com suas percepções reais da mesma música”.

A explicação pode estar no fato de que esperamos nos sentir tristes e, portanto, ficamos satisfeitos quando nossas más expectativas não acontecem, um fenômeno chamado de “doce antecipação”. Outra hipótese é de que a melancolia na música decorre da tristeza do(a) intérprete, e não da nossa. E como a experiência melancólica da música não é nossa, podemos apenas desfrutar da desgraça alheia sem que ela nos afete profundamente.

Seja qual for a razão, quando estamos melancólicos, tristes e/ou de coração partido, simplesmente parece certo ouvir músicas tristes. Canções animadas soam como ruídos exagerados e incômodos. Então, não tenha medo. Deixe que as melodias tristonhas façam seu trabalho. Se você estiver precisando, clique aqui para ouvir uma playlist tão profundamente triste que sua tristeza vai fugir apavorada. Quando as músicas começarem a soar como uma ladainha monótona, é porque você já melhorou e não precisa mais delas. Nesse caso, mude logo a trilha sonora! Não deixe a tristeza durar mais do que merece. Eu já cliquei no stop. 🙂